quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Tala mal colocada por veterinário em pata de cão resulta em indenização



A tutora levou seu cachorro à clínica veterinária de Angra dos Reis (RJ) com fortes dores e foi diagnosticada fratura na pata. Ficou em observação e no dia seguinte foi entregue com uma tala na pata e receitado medicamentos.
Apesar de seguir com as recomendações médicas, observou que a pata havia inchado mais e teve aumento das dores. Retirou a tala por duas e voltou à clínica. Mas, o profissional apenas se limitou a informar que talvez o animal não andaria mais normalmente.
A tutora inconformada levou a outro profissional e foi necessária uma cirurgia para corrigir a pata torta, desembolsando novos valores.
No processo, o perito se manifestou no seguinte: “(...) o resultado do insucesso na redução da fratura sofrida pelo animal da autora, realizado no estabelecimento do réu, ocorreu devido a não estabilização adequada da linha de fratura, que não suportou a ação das cargas mecânicas que sobre ela atuaram; a técnica cirúrgica adotada pelo médico veterinário, ora réu, foi de coaptação externa, por meio de tala, sem implantação de fixadores ósseos e a ação das forças biomecânicas incidentes sobre a linha de fratura durante o processo de regeneração do osso, não pôde ser neutralizada pelo meio de imobilização utilizada, culminando em alteração do eixo ósseo e causando o resultado desfavorável;” E concluiu: “ante ao insucesso dos procedimentos adotados pelo réu e do resultado positivo obtido por outro profissional, que realizou procedimento cirúrgico diverso e utilizou-se de implantes ortopédicos para a estabilização da fratura ao invés de simples imobilização externa pelo uso de tala, não há como atribuir como descuido da autora os resultados negativos quanto aos procedimentos do réu.”
O veterinário foi condenado pagar a título de indenização o valor de R$5.000,00 pelas despesas pagas e dano moral. 

TJRJ. APL 00023644320148190003. 2ª Vara Cível.

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