terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Um panorama do Mercado Pet Brasileiro e sua visibilidade no cenário mundial. (Por Sergio Lobato )

       Em um momento no qual a economia mundial apresenta um compasso de espera generalizado, permeado pelos resquícios da crise que afetou a saúde financeira de gigantes como os Estados Unidos em 2008 e mais recentemente as economias de países como Portugal,Irlanda e Grécia, e, ainda o surgimento de novas potências como China e Índia no cenário em mutação gloabalizado, o foco dos investimentos gira drásticamente rumo a economias que apresentam potencial de crescimento como a economia latino americana e em especial a economia brasileira.

      
        Com uma projeção de crescimento de 5% ao ano e um PIB na ordem de 2,3 trilhões de dólares, ocupando a 8ª posição no ranking de mais de 230 países, o Brasil passa a ser o foco de atenção de investidores do mundo inteiro em busca de segurança, rentabilidade e crescimento sustentável.
No rastro desse crescimento seguem vários setores da economia brasileira, e, em especial o segmento ao qual dedico este artigo, e no qual tenho atuado nos últimos 10 anos como consultor de mercado e inovação: o mercado de produtos e serviços para animais de estimação – o mercado pet!

     De acordo com dados publicados por institutos como Euromonitor o crescimento da participação da América Latina no mercado pet global cresceu uma média de 11,9% nos últimos 5 anos, sendo que o Brasil se destaca como a estrela do cenário com uma movimentação na casa dos 5 bilhões de dólares no ano de 2010.
     Este valor tende a crescer pois ainda existe uma demanda reprimida por produtos e serviços em nosso mercado, e as oportunidades surgem a cada instante para os investidores nacionais e estrangeiros que entendam as diferentes características comerciais, mercadológicas e , principalmente , de linguagem a ser utilizada na conquista e fidelização desses novos mercados emergentes dentro do cenário pet brasileiro.

     Mas o que o empresariado pet nacional pode e deve fazer com estas informações?

       Como podemos entender essa onda de interesse por parte de empresas, fabricantes, distribuidores de todo o mundo?

       Somente na última semana recebi contatos de 3 países interessados em parcerias, em obter informações sobre o mercado brasileiro e sobre como iniciar operações em nosso mercado.
     A participação de empresas brasileiras em feiras internacionais setoriais pet, como Expozoo e Xangai Pet Fair cresce a cada ano, e os stands das empresas e missões organizadas pela Apex são praticamente invadidos por empresas interessadas em fazer parte deste mercado tão importante para elas, que encontram seu mercados estagnados, em retração ou com crescimento abaixo da média esperada por seus planejamentos estratégicos.
     Eventos nacionais de grande porte recebem cada vez mais expositores estrangeiros interessados em fazer negócio no novo “eldorado “ pet mundial, seja através da importação direta ou busca de parceiros que assumam a logística de distribuição em um país de dimensões continentais como o Brasil.
Mas o que eu busco analisar é que todo interesse genuíno por parte de investidores estrangeiros e brasileiros, deve antes de tudo buscar o correto posicionamento por parte das empresas dentro das nuances de nosso mercado.

       Será que a linguagem para promoção e divulgação de produtos e serviços que as empresas estrangeiras estão acostumadas em seus países de origem serão compreendidas pelo mercado consumidor brasileiro direto e indireto? Será que não será necessário uma “tradução” , e entenda-se por tradução todo e qualquer ajuste à realidade do mercado pet com suas peculiaridades regionais e setoriais?
        E o produto pet genuinamente brasileiro? Teria ele mercado no exigente mercado consumidor mundial? Tenho total consciência da importância da minha resposta afirmativa neste momento, pois muitos produtos brasileiros já fazem parte da realidade de consumo de vários países em todos os continentes. E os novos entrantes neste cenário podem aproveitar os conceitos de sustentabilidade, ativos naturais e mesmo a simples e eficiente personalidade da marca “ produto made in Brasil” em um momento onde a nossa imagem no mercado pet representa prosperidade, oportunidade e qualidade.
       Com empresas fortes, uma economia que estabilizada, com ajustes fiscais sendo realizados, produtos de qualidade superior e com um estímulo oficial à exportação , mais e mais produtos pet nacionais terão a chance de realizar uma invasão mercadológica em vários mercados.

     Ao mesmo tempo devemos estar preparados para a invasão mercadológica inversa onde potências comerciais como China e Índia se preparam em parcerias econômico-fiscais para usufruir do crescimento brasileiro em consumo de produtos e serviços para animais de estimação.
Encontrar o equilíbrio será o grande desafio de nossa economia, de nosso governo e principalmente de todas as empresas que estejam direta ou indiretamente envolvidas nesse disputado jogo chamado comércio internacional.

         O que você tem feito para fazer parte deste novo momento da economia pet brasileira? Você tem sido pró-ativo? Você tem sido reativo?Quais as oportunidades competitivas diferenciadas que você busca criar para fazer parte do próximo anuário econômico pet como um case de sucesso?

Pense nisso! 

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